Curva de Aversão ao Risco

A Resolução nº109/2002 da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica estabeleceu critérios e diretrizes para a política de operação energética e despacho de geração termelétrica nos Programas Mensais de Operação realizados pelo ONS, bem como para a formação de preço no mercado de energia elétrica.

Uma dessas diretrizes é a Curva Bianual de Segurança, também denominada “Curva de Aversão ao Risco – CAR”. Esta curva representa a evolução ao longo do período dos requisitos mínimos de armazenamento de energia de um subsistema, necessários ao atendimento pleno da carga, sob hipóteses pré-definidas de afluências, intercâmbios inter-regionais e carga e de geração térmica, de forma a se garantir níveis mínimos operativos ao longo do período.

Em outras palavras, para garantir o atendimento do mercado e assegurar a capacidade de recuperação dos reservatórios, os níveis de armazenamento do reservatório equivalente de uma região devem ser mantidos sempre acima da Curva de Aversão ao Risco ao longo dos dois anos.

  • Os níveis verificados de armazenamento (em percentual da Energia Armazenada Máxima – % EAR máx) estabelecidos pela resolução ANEEL 364/2009 para revisão das Curvas Bianuais de Aversão ao Risco 2009/2010, são apresentados nas Notas Técnicas ONS NT 037/2009 (Sudeste/Centro-Oeste), NT 038/2009 (Sul) e NT 039/2009 (Nordeste). Nos gráficos, são apresentadas as curvas aprovadas pela ANEEL para utilização durante o biênio 2009/2010.